Crítica | Meu Malvado Favorito 3

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A franquia que se tornou um dos maiores fenômenos do cinema nos últimos anos, retorna as telonas com o fechamento de sua “trilogia”, algumas fórmulas perto do fim, porém com a mesma simpatia de sempre, reforçada pelo arrebatador grupo de Minions.

Em Meu Malvado Favorito 3, nos anos 1980, Balthazar Bratt fazia muito sucesso através de sua série de TV, onde interpretava um vilão chamado EvilBratt. Entretanto, o tempo passou, ele cresceu, a voz mudou e a fama se foi. Com a série cancelada, Balthazar tornou-se uma pessoa vingativa que, nas décadas seguintes, planejou seu retorno triunfal como vingança. Gru e Lucy são chamados para enfrentá-lo logo em sua reaparição, mas acabam sendo demitidos por não terem conseguido capturá-lo. Gru então descobre que possui um irmão gêmeo, Dru, e parte com a família para encontrá-lo, e descobrir mistérios de seu passado.

O primeiro quesito para se tirar o chapéu é como esse filme é capaz de introduzir novos personagens com competência, em pouquíssimo tempo você os entende e compra suas ideias. A história traz um Gru agora mais maduro, cada vez mais longe da vilania e mais dedicado a família. A introdução do irmão Dru é um pouco ao acaso, conveniente, não muito impressionante, mas se encaixa nos objetivos futuros. Os personagens tem uma evolução natural, apesar das meninas nunca crescerem. Enquanto Gru já sabe lidar com os assuntos de família, Lucy tenta entender melhor o “mundo” em que se meteu.

A “mágica” dos Minions funciona novamente, é bem verdade que dos três filmes, talvez esse seja o que menos dá espaço para eles. Mas quando isso acontece, os carismáticos personagens brilham, preenchem a tela arrancam risos e ficam na memória. É o caso de cenas como o genial musical dos Minions em um programa de calouros ou a sequência dos “bad Minions” na prisão.

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O ótimo vilão Balthazar Bratt, dublado pelo Evandro Mesquita, é referência pura, com seus teclados apoiados nas ombreiras, ao “melhor” estilo Dominó ou Polegar (bandas nacionais dos anos 80), carregando um sub-texto interessante de como os ídolos mirins crescem e se tornam (para a mídia) figuras “bizarras”, descartáveis, que já não merecem mais atenção. Se em um, ou outro caso real, esses mini astros acabam apelando para as drogas, o filme disfarça as consequências dessa falta de atenção com uma loucura e vilania despertada após o fim da fama. A presença do Balthazar traz consigo uma porrada de referências aos anos  80, em segmentos como músicas, games, roupas, estética, dança e até produtos da moda (como goma de mascar).

A qualidade da animação é espetacular, detalhada, com traços mais cômicos que se tornam irresistíveis no contexto da história. Junte isso a uma dublagem nacional também excelente que conta com os nomes habituais como Leandro Hassum e traz como novidade o músico e ator Evandro Mesquita, que abraça a galhofa do vilão oitentista com gosto.

Outro grande destaque que retorna em Meu Malvado Favorito 3 é a trilha sonora, muito bem utilizada, combinando perfeitamente com as sequências mais insanas do filme. Entre os sons estão alguns sucessos de Michael Jackson, Madonna e George Michael, usados principalmente nas cenas do Balthazar. A própria música tema, novamente de Pharrel Williams, que isolada do contexto do filme parece chatíssima, acaba se mostrando uma aula de como se compor trilha sonora especialmente para um filme, a música casa com a ideia de evolução dos personagens.

Enfim, Meu Malvado Favorito 3  é uma filme que funciona fantasticamente para crianças, que obviamente, são o público dele e dá bons deleites aos adultos com os easter eggs do mundo de Balthazar Bratt. O longa consegue abrir um leque para novas aventuras sem ter que apelar para a fórmula do Gru caçando um vilão diferente a cada filme, roubando diamantes ou qualquer coisa do tipo, essas novas possibilidades podem dar um gás diferente para o futuro da franquia. Confira o trailer e nossa Chuck Nota logo abaixo.



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