Crítica | Homem – Aranha: De Volta ao Lar

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Estréia: 06/07

O primeiro filme solo do Homem-Aranha dentro do universo cinematográfico da Marvel chega para reconquistar o público que parecia desesperançoso durante a fase “Espetacular Homem-Aranha” e suas distorções do personagem. Com um pé no estilo Sessão da Tarde clássica, Homem-Aranha: De Volta ao Lar é de longe o filme mais redondo do herói, desde o ótimo Homem-Aranha 2.

No filme, o jovem Peter Parker/Homem-Aranha (Tom Holland), que fez sua estreia em Capitão América: Guerra Civil, começa a lidar com a sua recém-descoberta identidade como o super-herói Cabeça de Teia. Entusiasmado com sua experiência com os Vingadores e sob o olhar atento de seu novo mentor Tony Stark (Robert Downey Jr.), Peter retorna à casa onde vive com sua Tia May (Marisa Tomei). Distraído por pensamentos de provar ser mais do que apenas o Homem-Aranha, amigão da vizinhança, ele tenta se readaptar à sua rotina, até cruzar com o Abutre (Michael Keaton) um novo vilão, que não hesita em destruir “empecilhos” que possam atrapalhar seu caminho.

O filme já começa mostrando a grande diferença entre o que a Marvel faz desde de 2008 com o Homem de Ferro, e o que os outros estúdios estão tentando fazer agora, seja com seus monstros (Universal) ou Heróis (DC Warner). A Marvel sabe “como” e “o quê” fazer para que seu universo seja o mais real possível, para que as pessoas acreditem que os acontecimentos de um filme impactam no futuro dos outros. No caso do Homem-Aranha, a ideia é mais louca ainda, se você considerar que o acordo para usar o personagem saiu há pouco tempo, e que mesmo assim, o estúdio conseguiu pensar numa forma de interligar até mesmo o surgimento do vilão aos acontecimentos do mundo dos Vingadores.

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Homem-Aranha: De Volta ao Lar, é quase um Homem-Aranha ano 1, Jon Watts (A Viatura) se mostra um diretor muito sensível para retratar a falta de experiência de Peter, mostrando com perfeição a falta de fluidez nos movimentos do Aranha. Não espere aquelas bonitas cenas aéreas de O Espetacular Homem – Aranha (com certeza o ponto forte dessa fase), você verá o Aranha com pousos nada suaves, batendo em coisas, quebrando cercas, com dificuldade de se vestir, enfim, aprendendo como ser um super herói. E nisso os bons efeitos visuais ajudam muito, pois partem para um caminho mais realista e nos fazem esquecer que algumas cenas são totalmente digitais.  O excesso de tecnologia do uniforme do Homem-Aranha incomoda em determinados momentos, mas tem um propósito que fica mais claro no final, quando vemos um Homem-Aranha de “raíz” como dizem na internet.

O conceito do Aranha adolescente é explorado com precisão, nós podemos mergulhar na confusão da cabeça de um garoto que tem super poderes em segredo, muita vontade de ajudar, mas que precisa equilibrar sua vida de “herói” com a de um adolescente comum, com as provas da escola, amizades, namoros, família e etc.

Tom Holland e Jacob Batalon

Peter Parker e seu amigo Ned

Contextualizado num humor leve típico de quadrinhos, ainda temos um festival genial de referências que vão de clássicos como Curtindo a Vida Adoidado até o Batman de Christopher Nolan (sim a Marvel fazendo referência a DC).

A montagem é inteligente e não deixa pontas soltas, facilitando a inserção do amigão da vizinhança no Universo Marvel, enquanto uma trilha sonora forte e competente trabalha as variações de tensão do filme, principalmente quando se trata do vilão Abutre.

Tom Holland (Homem-Aranha) e Michael Keaton (Abrutre) se destacam, Holland está perfeito para o que personagem pede, isso não quer dizer que ele seja o melhor Homem- Aranha, quer dizer que ele se deu muito bem com essa proposta do herói adolescente. deslumbrado e bem humorado. Michael Keaton é com certeza um dos vilões mais interessantes que já surgiram nesse universo da Marvel (que tem neles seu ponto fraco). O Abutre é desenvolvido com motivações corretas, vivendo sob seu próprio código de conduta e com um tom ameaçador que Keaton sabe fazer muito bem, apesar de haver um problema quanto a explicação básica sobre o conhecimento tecnológico da equipe do Abutre, a solução visual para o personagem é excelente, você acredita que ele é um problema maior do que nosso herói pode encarar. A pequena (sim é pequena) participação de Robert Downwy Jr não passa batido logicamente, pois o ator sempre bilha na pele de Tony Stark.

O restante do elenco, infelizmente, parece um recorte de marketing para fazer o filme vender em outros países e cumprir seu deveres “politicamente corretos”, como na apresentação do Flash, que sempre foi o típico americano que pratica bullying, e agora é um “indiano” que inexplicavelmente inverteu os valores da escolas para ser o cara que tira sarro do americano.

Enfim, Homem – Aranha: De Volta ao Lar não esconde sua inspiração no que há de bom em Homem-Aranha 2 (que continua sendo o melhor filme do herói), em diversos momentos a nova versão lembra aquele clima do filme de 2004, até com algumas cenas fazendo referência direta a ele. E não havia forma melhor de homenagear o trabalho desbravador de Sami Raimi e Tobey Maguire, do que entregando um longa consistente e divertido como há tempos o herói não ganhava… Confira nossa Chuck Nota e o trailer logo abaixo. OBS: O filme tem duas cenas pós – créditos, fica a dica.



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