Crítica | Um Perfil Para Dois

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Quando o assunto é cinema, os franceses com certeza se mantém como uma super potência, sempre oferecendo uma visão diferente de vida do que costumamos ver com os americanos, e um estilo muito próprio de contar histórias. Assim como o restante do mundo, um dos gêneros mais populares, se não o mais popular do cinema francês é a comédia, e é onde nos encontramos com “Um Perfil Para Dois”.

No filme, Pierre (Pierre Richard) é um viúvo aposentado que não sai de casa há mais de dois anos, e agora tem a chance de voltar a viver novamente com a ajuda da internet. Isso porque através de Alex, um homem contratado por sua filha para ensiná-lo a usar o computador, acaba criando um perfil em um site de namoro. Lá, conhece a linda jovem Flora (Fanny Valette), e decide marcar um encontro. Mas ele só tem uma problema: a foto que usou no perfil é de Alex, e não dele.

Sob a boa batuta de Stéphane Robelin (“E se Vivêssemos Todos Juntos?”), o filme caminha num ritmo agradável, em alguns momentos flerta com o paternalismo do grande sucesso francês, “Os Intocáveis”, enquanto vai brincando com seu estilo “dois maridos”, da junção de perfis para o homem perfeito, o que não é uma ideia muito nova, mas a diretora consegue conduzir ao ponto de torná-la relativamente fresca para o público.

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Alguns potenciais são usados muito superficialmente, como o paralelo da dificuldade do uso de tecnologia e as consequências que isso pode causar. Ainda assim o roteiro traz bons momentos desses extremos.

Pierra e Alex

O filme nem sempre consegue acertar a mão nas piadas, deixando a impressão de vácuo em determinados momentos onde a comédia deveria começar ou terminar um pouco mais cedo, um problema de “time” mesmo que fica perceptível em muitas cenas onde o holofote está na piada. A comédia aparece melhor, em cenas mais simples, de humor físico, como o “abrir de janela” de Pierre, por exemplo. Esse muito bem interpretado pelo veterano Pierre Richard.

Pierre lidera um elenco oscilante, que traz o fraco Yannis Lespert como Alex, e a simpática Fanny Valette (certamente uma das mulheres mais lindas que já se viu numa tela de cinema) como Flora.

Enfim, “Um Perfil para Dois”, é um filme de função, embalado para cumprir sua missão e o faz bem. Um longa leve, de premissa curiosa que não entendia, mas também não chega a ser marcante. Poderia até terminar um pouco antes, sem explicar tanto, o que o faz descambar para o lado mais hollywoodiano de contar histórias ao final. Confira nossa “Chuck Nota” e o trailer logo abaixo…



 

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