Crítica | Bright

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Lançamento: Dia 22/12 (NetFlix)

Um dos maiores astros de Hollywood finalmente se rendeu as produções para streaming. Will Smith estrela o filme policial, “Bright” que será lançado apenas em plataforma online. Fica claro, porém, que o filme está muito além do rótulo “policial”, trazendo não só uma fantasia ousada, como mensagens importantes.

Em um mundo futurista, seres humanos convivem em harmônia com seres fantásticos, como fadas e ogros. Mesmo nesse cenário infrações da lei acontecem e um policial humano (Will Smith) especializado em crimes mágicos é obrigado a trabalhar junto com um orc (Joel Edgerton) para evitar que uma poderosa arma caia nas mãos erradas.

“Bright” anda numa linha muito tênue entre o extraordinário e o ridículo, já que ao mesmo tempo que é um filme urbano, também tem muita magia. Como Will Smith bem definiu, é uma mistura de “Dia de Treinamento” com “Senhor dos Anéis”, mas quando se tem esse tipo de mix, o que define se o filme vai bem é o quanto isso tudo faz sentido dentro do contexto dele, se aquilo casa com o universo criado, você aceita como uma fantasia e ponto. Em “Bright”, esse equilíbrio é bem feito e se consegue crer que aquela realidade existe pra eles.

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Will Smith, Joel Edgerton

O filme aborda racismo de uma forma crua, cheia de  analogias. O personagem de Will Smith é basicamente o racista da história, enquanto os Orcs, são o equivalente aos negros, mas aproveitando-se da liberdade que a fantasia proporciona e da segurança de se ofender um “ORC” ao invés de uma pessoa, o roteiro exacerba preconceitos, cutuca assuntos difíceis de se tocar e acaba apresentando boas mensagens sobre companheirismo e humanidade. O longa coloca o personagem Ward por diversas vezes em situações de escolha e demonstração de caráter.

Foto do Ator que faz o Orc em Bright, Ator que fez o Orc em Bright

Will Smith ao lado de Joel Edgerton, agora sem maquiagem.

“Bright” é intenso, joga com a urgência e as viradas que o roteiro traz, bem ao estilo “24 Horas”. O longa acontece praticamente em uma noite, numa toada só, recheada de ação e desespero. Aliás nas cenas de ação o diretor David Ayer mostra sensibilidade para retratar a violência com pitadas mágicas, sem fugir da proposta do filme, David também consegue construir um ambiente bastante urbano e se aproveita da direção de arte e fotografia mais escura para manter o clima. Porém, a falta de luz, por vezes atrapalha a boa visualização da ação, assim como o C.G.I inexplicavelmente ruim na parte final do filme.

O elenco de “Bright” é coeso,  Will Smith está explodindo carisma como na maioria das vezes, mas nesse filme ele parece estar mais à vontade com o roteiro do que nos últimos trabalhos (“Esquadrão Suicida” e “Beleza Oculta”), Joel Edgerton (“Aliança do Crime”) como o Orc parceiro de Smith é uma surpresa positiva, traz pra si a inocência e o lado cômico do filme, com um personagem bem desenvolvido, diga-se de passagem.

Enfim, sob uma excelente trilha sonora que mistura sons incidentais e música pop com base no Hip Hop, “Bright” é diferente, tem “frescor”, e consegue superar os preconceitos que traz consigo num primeiro contato com a premissa. O resultado é um filme estranhamente competente, dentro de suas “estranhezas”. Confira nossa crítica e a “Chuck Nota”, logo abaixo.



 

 

 

 

 

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