Crítica | Jumanji: Bem- vindo à Selva

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Estréia: 4 de Janeiro

Uma nova versão do clássico “Jumanji” abre o calendário de grandes lançamentos em 2018. “Jumanji: Bem – Vindo à Selva”, estrelado por Dwayne Johnson, Jack Black (“Escola de Rock”), Kevin Hart (“Um Espião e Meio”) e Karen Gillan (“Guardiões da Galáxia”), mostra quando quatro amigos inesperados são sugados para dentro do perigoso mundo de Jumanji e são transformados nos avatares que escolheram no jogo. Eles terão que enfrentar a aventura mais perigosa de suas vidas e vencer para não ficarem presos em Jumanji para sempre.

O filme começa seguindo aquela velha referência dos anos 80, com um grupo de jovens de personalidades diferentes, tendo de conviver na escola e indo parar na detenção (“Clube dos Cinco”??), não há muita inventividade nessa parte. Mas com o passar do longa, percebemos a positiva intenção de se afastar do filme original protagonizado por Robin Williams (que recebe uma homenagem sutil aqui), evitando assim uma avalanche de comparações. É uma mistura de continuação com reboot, mas não há qualquer necessidade de fazer ligação entre os filmes, ou seja, não é preciso ter visto o primeiro filme para entender esse. Todas as regras da aventura são explicadas “internamente”, sem que o espectador tenha de buscar referências externas. A principal mudança, é que dessa vez ao invés de trazer o jogo para o mundo real, os jogadores vão parar dentro do jogo, o que não deixa de ser divertido, já que permite ao filme emular com sucesso algumas gags dos games como as brincadeiras com as “vidas”, inserts de histórias, ou os personagens “não jogáveis” (uma ótima sacada, por sinal). As primeiras cenas do grupo dentro do game, se descobrindo como personagens, são realmente hilárias.

Exatamente como em um game, os personagens são apresentados a missão “salvar Jumanji e escapar”, e daí pra frente a ação acontece. Em determinados momentos, parece se repetir, falta explorar a diferentes “fases”,  trazer variações das cenas dentro da floresta de “Jumanji”, pois fica impressão de uma grande correria desenfreada para fugir de perigos muito parecidos.

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Jack Black, Nick Jonas, Karen Gillan, Dwayne Johnson

Não há um super desenvolvimento de roteiro, na verdade você tem um vislumbre dos personagens no mundo real, e uma apresentação superficial deles nos games, para logo em seguida ir para a ação.  Esse ´é o ponto alto, a diversão que se vê na ação é honesta com a proposta do filme, uma aventura ao melhor estilo Indiana Jones, Tomb Raider e etc. Claro que a presença do extremamente carismático Dwayne Johnson traz  um tempero especial para as sequências, pois o astro além de engraçado, convence na hora de se pendurar em helicópteros ou fazer pessoas voarem com sua força. Outros bons destaques são Kevin Hart com seu “jeito Chris Tucker” de ser, que faz sempre a mesma coisa, mas ainda tira risadas, e Karen Gillan, conhecida por ser a Nebula de “Guardiões da Galáxia”, que aparece aqui sem maquiagem e se encaixando bem na comédia do filme. Já para o personagem do ótimo Jack Black, as escolhas não funcionam tão bem, as piadas com o fato de ser uma menina no corpo de um homem ficam malfadadas a uma interpretação mais voltada para um gay (por incrível que pareça, Tony Ramos poderia ensinar como fazer com “Se Eu Fosse Você”), que faz o personagem passar do tom e deixar alguma piadas ao vento.Porém, dispensável mesmo, é o personagem de  Nick Jonas (o ex- Jonas Brothers), não só por sua atuação muito fraca, mas principalmente pelo contexto em que é inserido. Alex deixa o filme muito confuso, principalmente, por seu desfecho que acaba por bagunçar toda a lógica apresentada até então, sem dúvida uma figura que não faria falta ao longa.

Os efeitos visuais de “Jumanji: Bem – Vindo à Selva”, funcionam para o momento, mas tendem a ficar “datados” bem mais rapidamente que o filme original. A trilha sonora tem problemas, não casa com o filme, e por vezes tira um pouco do ritmo da ação que vemos em tela. Ação que, de forma geral, é bem comandada por Jake Kasdan num trabalho de direção que não compromete e até bastante conservador, para um filme que poderia se divertir mais com seu potencial explorador.

Enfim, “Jumanji: Bem-Vindo à Selva”, é um divertido passa tempo para a nossa geração acostumada com os “games simples” dos anos 90 ou mesmo com aventuras despreocupadas da Sessão da Tarde. Uma proposta de reboot bastante honesta e respeitosa,  e que não se arrisca muito, justamente, para conquistar um novo público. É sem dúvida um filme que não fará as pessoas saírem mal humoradas do cinema. Confira o trailer e nossa “Chuck Nota”, logo abaixo.



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