Crítica | A Forma da Água

criticas, notícias

#Oscar2018

O novo filme de Guilhermo Del Toro (“Círculo de Fogo”), chega como um dos pesos pesados do Oscar 2018. Indicado em 13 categorias, “A Forma Da Água” é um convite para se desconectar da realidade e enxergar pureza na fantasia.

No filme, é década de 60. Em meio aos grandes conflitos políticos e transformações sociais dos Estados Unidos da Guerra Fria, a muda Elisa (Sally Hawkins), zeladora em um laboratório experimental secreto do governo, se afeiçoa a uma criatura fantástica mantida presa e maltratada no local. Para executar um arriscado e apaixonado resgate ela recorre ao melhor amigo Giles (Richard Jenkins) e à colega de turno Zelda (Octavia Spencer).

“A Forma da Água”, é um daqueles filmes que tem tudo para dominar premiações técnicas, como fotografia, direção de arte e outras. Sob a batuta inspiradíssima do também indicado, Guilhermo Del Toro, o filme é um espetáculo visual. Com muita atenção aos detalhes de figurino e design de produção impecável (que traz referência até ao “Monstro da Lagoa Negra”), Del Toro te faz imergir de forma extremamente competente no contexto da história.

Confira Também:

5 Filmes para Assistir no cinema em Fevereiro

Crítica The Post: A Guerra Secreta

de fotografia traz cenas que literalmente dariam “quadros de parede” tamanho o capricho, com um controle de luz poucas vezes visto na história do cinema recente. Inesquecível também é a trilha sonora de Alexandre Desplat, que desponta como uma das favoritas do ano, e ajuda os momentos visuais do longa serem ainda mais marcantes.

O roteiro, se visto separado do restante do trabalho, é em síntese, bastante “simples”. Início, meio e fim bem definidos, mas não é uma história surpreendente ou imprevisível, são algumas centelhas de trama para dar justificativa ao grande trabalho ao redor. “A Forma Da Água”, é uma metáfora sobre a solidão, uma representação de o quanto pessoas solitárias estão suscetíveis a entender e enxergar a tão comentada “beleza interior”.

Sally Hawkins - A Forma da Água

O filme ainda apresenta pequenas reflexões sobre preconceito, e porque não dizer, sobre pressão e expectativa, representadas espetacularmente pelo personagem de Michael Shannon (“O Homem de Aço”), que inexplicavelmente não foi prestigiado pela academia e pró de uma indicação de Richard Jenkins, que ainda que traga um bom trabalho por aqui, tem um desafio menos intenso que Shannon.

Ainda sobre as atuações, é preciso ressaltar a também indicada Sally Hawkins, que interpreta Elisa, uma personagem que mesmo muda fala mais do que muitos outros, é cheia de expressão, e principalmente de sentimentos.

Enfim, “A Forma Da Água” em sua mistura de “Fantasma da Ópera”, “A Bela e a Fera” e filmes de espionagem, é um longa equilibrado que deve conversar bem com que estiver aberto a essa “conversa”, e aberto a entender que o absurdo pode ser admirável, ainda que continue absurdo. Confira o trailer e nossa “Chuck Nota”, logo abaixo.



 

 

Gostou? Deixe seu comentário e siga a gente nas Redes Sociais