Entre ver Rota de Fuga e escrever essa crítica foi uma semana, mas nada mudou durante esse tempo, e nessa primeira parceria “séria” entre os medalhões não há decepções…

Na trama, Sylvester Stallone vive Ray Breslin, uma autoridade mundial em construções de segurança máxima, especializado em testar prisões e torná-las a prova de fugas, porém, Ray é traído e levado para uma prisão da qual ninguém consegue escapar, então terá de usar todas as suas habilidades para descobrir algum ponto fraco no complexo e  para isso, conta com Rottmayer (Arnold Schwarzenegger) um misterioso colega de prisão que o ajudará em seu plano.
De início somos apresentados a Ray Breslin encarcerado e se comportando como um prisioneiro comum, uma rápida fuga inexplicada dá a impressão de que o filme vai ser daqueles que inventam muitas coisas mirabolantes mas não justifica nada, ledo engano, tudo é colocado em pratos limpos logo na sequência, e o filme se torna um suspense digno de atenção. O clima tenso começa na reunião de contratação de Ray para o novo serviço, o diretor sueco Mikael Hafstrom (O Ritual), sabe trabalhar muito bem esse clima, e podemos sentir junto com os personagens que tem algo errado ali, assim como sentimos o mesmo desespero e agonia de Sylvester Stallone ao se deparar com a “super prisão” que parece saída dos melhores filmes de ficção científica e da qual não se vê escapatória.

A direção de arte tem um trabalho primoroso nas passagens de cenários físicos e virtuais e os tons sempre acinzentados funcionam bem para tornar as cenas mais realistas. Temos a sensação de trancafiamento quase o filme inteiro, mas essa sensação poderia ter sido melhor aproveitada pelo diretor que insiste em planos abertos , quando alguns planos mais fechados poderiam ser mais efetivos e “apavorantes”.
É comum Os Mercenários receber críticas pelo roteiro simplista e pouco acabado, críticas que não cabem a Rota de Fuga, o roteiro é bem amarrado e entrega a história de forma contínua , num primeiro momento os fatos parecem ao acaso , mas o longa trata de ir desenrolando as justificativas. Como não podia deixar de ser, há muitas piadas e algumas frases de efeitos (que sem querer arrancam boas risadas), quem leu a biografia de Arnold Schwarzenegger também vai encontrar muitas citações de sua infância , como o nome de seu irmão Meinhard.
Sylvester Stallone está  um pouco mais sério que o habitual , com expressões mais sisudas o que combina bastante com o personagem, por isso, o espectador deve sair com uma simpatia maior por Arnold Schwarzenegger que tem um personagem mais solto, e portanto mais livre para  brincar e mostrar seus carisma que o levou até mesmo ao governo da califórnia. Vinnie Jones (X-Men : O Confronto Final), não consegue tirar seu personagem do clichê, enquanto Curtis Jackson ( mais conhecido como 50 Cent) tem pouco espaço na fita e não tem tempo de mostrar trabalho. O destaque fica por conta de Jim Caviezel (A Paixão de Cristo), ele trás um vilão diferente do que nos acostumamos atualmente , bastante manipulador e excêntrico, numa linha característica dos filmes de ação anos 80, um bom trabalho do as vezes contestado Jim Caviezel.
Enfim , Rota de Fuga tem suspense e ação na dose certa, respeita a idade de seus protagonista e faz o tempo passar rapidamente, é uma típica diversão, bem menos previsível do que se pensava, ótima pedida para o fim de semana…



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