Já está ficando cansativo elogiar a Marvel Estúdios, que apesar do susto com o Homem de Ferro 3 , mostra com Thor – O Mundo Sombrio que vai continuar reinando nos cinemas…

Tempo atrás falei que Thor , de 2011 era um grande filme, já essa nova aventura do herói supera muito a anterior e o coloca como sério candidato a melhor filme solo da Marvel.
A história se passa logo após os acontecimentos de Os Vingadores , e com os guerreiros de Asgard comemorando uma nova batalha vencida para estabelecer a paz entre os Nove Reinos, o temido elfo negro Malekith (Christopher Eccleston) acorda de seu sono para tentar construir seu reino de escuridão. Para isso, ele precisa recuperar o poderoso Éter, espécie de espectro escondido pelo asgardianos. Um furioso Thor engole o orgulho para aceitar a ajuda de seu complicado irmão Loki, na execução de um plano arriscado que mistura vingança e heroísmo.
O filme começa impressionando pelo visual colossal e arrebatador, se uma das reclamações dos “haters” no primeiro filme foi a pouca exploração de Asgard, em Thor – O Mundo Sombrio, não só Asgard é mostrada mais afundo, como o universo intergalático como um todo. A visão detalhada de Asgard mostra um capricho fora do comum, com uma terra envelhecida e cheia classe, com texturas diversas que respeitam a mitologia do quadrinhos, assim como as civilizações, retratadas com um cuidado empolgante.São muitas as referências de cinema  vistas no longa, visualmente ele traz um pouco de Senhor dos Anéis, Star Wars e Alien, e esse mix funciona maravilhosamente bem, em cenas de ação grandiosas e épicas, que em muitos filmes poderiam soar exageradas , mas em Thor são casadas perfeitamente com o clima .

É notável a evolução como filme de ação em si, o ritmo é fantástico e vemos batalhas inesquecíveis , principalmente em Asgard, outro detalhe interessante é que o personagem faz melhor uso da mística do martelo Mjölnir, ele parece muito mais poderoso e útil nesse filme. Apesar do nome, a nova aventura não chega a ser “sombria”, pelo contrário tem humor na dose certa, bem menor que Os Vingadores é verdade, mas totalmente condizente ao estilo mais formal de Thor, e afinal esse é o grande trunfo da Marvel, não ter qualquer problema com o rótulo “heróis de quadrinhos” e mostrá-los coloridos , divertidos e heroicos como sempre foram nas páginas das HQs e desenhos animados. Mesmo com o bom trabalho de Kenneth Branagh no primeiro filme , fica claro que a entrada de Alan Taylor , experiente diretor da TV (Game of Thrones, Família Soprano, OZ, Sex and City), é um salto de qualidade para as histórias de Thor no cinema, sob o comando de Alan a direção de arte e fotografia do filme são um show a parte, destaque para a edificante cena de funeral (spoilerzinho..rs) , e as sequências de ação que ganham adrenalina com a câmera veloz e nervosa correndo pelos visuais impactantes do longa.


Existem alguns furos irritantes no roteiro, o problema são as muitas coincidências inexplicáveis que levam os personagens ao centro da mesma história novamente, sem contar que fica difícil entender o que o vilão Malekith realmente quer, me recuso a acreditar que seja só trazer a escuridão ou dominar o mundo, que são clichês grandes demais até para adaptação de quadrinhos.Também é um absurdo os estúdios venderem um filme desse como 3D, essa moda que tomou conta depois de Avatar , tem arrancado dinheiro do espectador e não devolve nada em experiência, nesse caso nem um martelinho voando perto.
No elenco bastante linear se vê os vencedores do Oscar, Anthony Hopkins (Hannibal) e Nathalie Portman (Cisne Negro) fazerem um trabalho competente, enquanto Chris Hemsworth está cada vez mais à vontade com a seriedade de Thor, Christopher Eccleston (Os Outros) impõe respeito como Malekith, muito ajudado pela excelente maquiagem e caracterização,mas, pra variar não tem pra ninguém… Tom Hiddleston como Loki chama os holofotes pra si e eclipsa todo o resto, sempre que está em cena é de um carisma acima da média , não é atoa ser um dos queridinhos dos fãs da Marvel, é impressionante como se tem raiva e admiração ao mesmo tempo por esse Loki criado por Tom Hiddleston.
Enfim, Thor – O Mundo Sombrio é uma superprodução praticamente perfeita, entretenimento refinado que entra facilmente para lista das melhores adaptações de quadrinhos do cinema. E para os mais apressadinhos, uma dica, o filme tem DUAS cenas pós- créditos , uma logo após os nomes do elenco e outra ao final dos créditos gerais, a primeira introduz um dos vilões do aguardado Guardiões de Galáxia… imperdível…

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