pôster jogador número 1

Steven Spielberg retorna a um campo que ele conhece bem, as aventuras Nerd. Em “Jogador nº 1”, o filme é ambientado em 2045, com o mundo à beira do caos e do colapso. Contudo, as pessoas encontraram refúgio no OASIS, um amplo universo de realidade virtual criado pelo genial e excêntrico James Halliday (Mark Rylance). Quando Halliday morre, ele deixa sua fortuna para a primeira pessoa que encontrar um easter egg escondido por ele mesmo em algum lugar do OASIS, dando origem a uma competição mundial. Quando um jovem e improvável herói chamado Wade Watts (Tye Sheridan) decide participar da competição, ele é lançado a uma caça ao tesouro arriscada e capaz de distorcer a realidade através de um fantástico universo de mistérios, descobertas e perigos. Confira agora, 5 Motivos para assistir esse novo clássico de Spielberg.

Um verdadeiro paraíso de Easter Eggs

Se você é do tipo que enlouqueceu ao ver o escudo do Capitão América no filme do Homem de Ferro, ou ver a aparição de um certo guardião estelar em Liga da Justiça. Prepare a bombinha de respiração para “Jogador nº 1”, porque é uma explosão de referências incontáveis, que exige algumas visitas ao cinema para quem gosta de pegar tudo. Você passa de momentos em que se tem corridas envolvendo a moto do Akira e o carro de “De Volta para o Futuro”, enquanto o próprio King Kong tenta destruí-los, para outros momentos onde os personagens encarnam “Embalos de Sábado à Noite”, revivem o terror do hotel de “O Iluminado”, ou batalhas onde se pode ver Chun Li de Street Figther lado a lado com Superman ou “Chuck – O Boneco Assassino”, enfim, poderíamos fazer um texto só disso, e tenho certeza que passaria muita referência batida, duas vezes é pouco para captar tudo.

Uma Aventura dos anos 90 com efeitos de 2018

É impressionante como “Jogador nº 1”, emula algumas das melhores aventuras do final dos anos 80 e início dos anos 90, com uma estrutura e jornada muito similar aos filmes de sucesso do gênero, e mesmo parecendo tão grandioso, ainda mantém uma simplicidade arrebatadora. É disso que se trata “Jogador nº 1”, filme que traz dos livros para as telas o conceito principal, a simplicidade da imaginação. Afinal, 90% do longa, é baseado na imaginação das pessoas, que toma forma no show de efeitos visuais comandados por Steven Spielberg. Um ar de épico para a diversão, enquanto a trama central, mantém os pés em sua proposta inicial, sem enrolações ou gorduras desnecessárias.

Jogador Número 1 - Chun Li
Chun Li e uma dezena de personagens da cultura pop

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Steven Spielberg…

Não é atoa que Spielberg talvez tenha tomado para si o posto de diretor mais popular de Hollywood, ele consegue transitar de filmes sisudos de Oscar para longas de entretenimento puro. E, é nessa segunda opção, que não existe diretor que conheça tanto do assunto quanto ele. Steven Spielberg sabe a fórmula para um blockbuster e abraça esse projeto para que seja o grande sucesso desse ano. O diretor constrói rapidamente o caminho a ser seguido pelo filme, com uma naturalidade incrível, traz um design de produção alucinante, onde o espectador não vai saber para qual lado olhar primeiro, além de comandar as cenas de ação como uma verdadeira criança criativa imaginaria. Destaque para a primeira grande sequência do filme, que mostra um tipo de “Corrida Maluca dos Nerds”, e traz genuinamente um orgasmo para quem gosta de cultura pop, numa cena relativamente longa, mas que você não quer que termine, pegue a melhor cena de todos os filmes de Velozes e Furiosos e coloque alguns dos veículos mais conhecidos da cultura pop, em meio a uma cidade caótica, que representa literalmente um “perigo” para os corredores… É disso que estamos falando… É Steven Spielberg…

Você faz parte do jogo

O gigante de Ferro - The Iron Giant
Gigante de Ferro

Outro grande acerto de Steven Spielberg, é achar uma linguagem que te convide para participar do filme, que o traga para o jogo. Algo que é o grande desafio das adaptações de games para o cinema (vide o novo Tomb Raider – confira a crítica). O espectador não tem as respostas de um jeito fácil, ele acompanha as pistas junto com Wade e seus companheiros, e entende as conclusões quase em paralelo, algo que somado a toda imersão da parte visual, oferece um entretenimento quase inédito em filmes do gênero.

Entre Metáforas fala sobre convivência e mundo virtual

Há quem vá dizer que o tal jogo mostrado pelo filme, nada mais é do que uma versão do famoso “Second Life”, sem dúvidas há

De lorean, de De Volta para o Futuro

semelhanças, mas a mensagem do roteiro vai um pouco além de um avatar de vídeo game. Fora toda a diversão, “Jogador nº 1”, reflete sobre a convivência em sociedade e como as pessoas estão cada vez mais propensas a evitá-la, e também sobre como há uma tendência a

construir personagens no “mundo virtual” que façam com que a vida pareça melhor e mais fácil do que ela realmente é, ou simplesmente, tornem os sonhos mais palpáveis.

É isso… quer saber a “Chuck Nota”, de “Jogador nº 1” ??? Logo abaixo, junto com o trailer…